Se
não soubéssemos o estado a que chegou o que resta do Castelo
de Juromenha (do lado de cá do Guadiana), calcorreando o
"casco viejo" de Olivença (desculpem, não conhecemos
expressão portuguesa que possa aqui ser aplicada, "centro
histórico" não tem a mesma abrangência e sentido..), quase
nos convenceríamos ser fácil recuperar e conservar
património construído. Porque, bem mais difícil, é manter
tudo o que tem a ver com as relações diárias e os hábitos de
contacto e de comunicação. Por aquelas bandas isso é bem
evidente e lamentado por muitos oliventinos.
Mas é destas e outras descobertas que se vai fazer o fim de
semana. Com incursões a Táliga, onde a memória do português
já se perdeu, ou a Vila Real, onde ela permanece nos hábitos
dos mais velhos - aos mais novo resta a escola... onde é
ensinado como primeira língua estrangeira.
E vai haver tempo para passear, ver e conversar. E serão
necessárias energias suplementares... porque em Olivença a
noite não perdoa. Até o antigo Quartel português (bem
recuperado e adaptado), e que durante o dia acolhe gestos e
diálogos dos mais velhos, à noite transforma-se em bar para
fruição dos mais novos. Mas, espaços desses é o que não
falta por lá.
Monotonia é coisa com que não terão de se preocupar nesta
surtida à margem de lá do Guadiana. Numa Olivença que quer
reforçar laços culturais e reatar vivências comuns como modo
modo de afirmar a sua diferença e a sua identidade cultural.
Ficamos à vossa espera. Até lá, dêem uma vista de olhos, por
esses vídeos com músicas Oliventinas. São de grande
qualidade, significado e sentimento. Pena que, do lado de cá
do Guadiana, mereçam tão pouca atenção de quem teria
obrigação de estar atento a estas coisas: nunca os vimos em
televisão e, não fora o Festival "Músicas do Mundo" de
Sines, nunca os teríamos visto os ACETRE por cá. É pena! É
lamentável!.
Deixe essas "tralhas" dos transportes, alojamentos,
refeições... connoscoTratamos de tudo. E somos bons nisso...!
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